Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama.
(William Shakespeare)
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
(O Pequeno Príncipe)
Charles Chaplin uma vez, sábia e brilhantemente, disse que o mundo, mais do que de máquinas, precisava de humanidade. A tecnologia que aproxima relativamente países distantes, possibilitando a comunicação em tempo real entre eles, e que está a um passo de controlar a fabricação da vida, é incapaz de saciar a fome e de fornecer melhores condições de vida para as vítimas da miséria no mundo.
É preciso suprimir o distanciamento criado entre a sociedade contemporânea e as dificuldades sociais planetárias. Temos que abdicar da nossa zona de conforto e perceber que existe uma África clamando por um olhar político e social mais humano. Há crianças na Europa, vítimas do acidente radioativo de Chernobyl, que, abandonadas por suas famílias, e escondidas do mundo em abrigos isolados dos centros urbanos – como leprosos na Idade Média –, necessitam de uma demonstração de que alguém se importa. Causas defendidas por Entidades Filantrópicas e organizações realmente interessadas em ser solidárias devem ser divulgadas para tornar o mundo um lugar mais justo.
A Cia. de Artes Nissi, engajada neste propósito, vincula, admiravelmente, a Arte e a nobre iniciativa de estender a mão aos que precisam de ajuda. São mais de 50 brasileiros dispostos a levar o evangelho, por meio das artes, a regiões e países oprimidos pela fome e, até então, esquecidos. Seus projetos incluem a construção de escolas, institutos de artes para o incentivo ao teatro, à dança e à música, centros clínicos e poliesportivos, casas e refeitórios, na Angola. Mais informações:
REBLOG SE VOCÊ LEMBRA
mais de 34,000 pessoas tiveram infância!
(Source: oodies, via amor-infernal)
[Flash 9 is required to listen to audio.]
O Teatro é como um mergulho num mundo desconhecido e apaixonante, resignado a ser descoberto, onde é possível perder-se e, finalmente, voltar à tona, relutante, um pouco surpreso pelo fato de o mundo ter continuado a girar enquanto você estava encantado. A melíflua arte de representar cativa o mais hostil dos corações e embeleza um mundo onde, aparentemente, não existe beleza. O ator abdica de sua identidade e, por um instante, torna-se Bentinho na espreita de uma possível traição de Capitu, corrompido pelo ciúmes e pela corrupção do próprio coração. Outrora fora Hamlet, sedento pela vingança, ansiando fazer justiça a morte de seu pai. A beleza do teatro está na tradução das palavras do dramaturgo pela interpretação envolvente do ator. Está na sensibilidade de ambos os artistas e na paixão e expressividade de cada movimento, de cada palavra. Para representar é preciso, antes de mais nada, sentir. Sentir o que sente a personagem. Compreendê-la. Ao meu ver, um dos mais lindos ofícios.